Ai vai uma sequencia de vídeos para auxiliar na compreensão sobre os anexos embrionários
Embriologia e Histologia matéria do curso de Medicina Veterinária, ministrada pelo professor Matheus Silveira. Como integrantes: Mari Jane Taube, Patricia Rossi, Neri Hellen Vieira da Cunha, Gabriel Batista Geffer Salvalaio, Ariel Frassetto de Oliveira, André Dochwat. Como objetivo ampliar o conhecimento dos alunos em relação ao conteúdo da matéria. Os conteúdos do blog abrangem todas as aulas dadas juntamente com assuntos complementares a matéria.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
OS ANEXOS EMBRIONÁRIOS
Durante todo o seu processo de
desenvolvimento, o embrião dos vertebrados faz-se acompanhar de uma série de
anexos que, juntamente com ele, formam-se também da segmentação do ovo, mas que
não farão parte do seu corpo após o nascimento ou eclosão. É que tais formações
se destinam, tão-somente, a servi-lo durante o seu desenvolvimento embrionário.
Nos mamíferos, cujo conjunto de anexos é o mais completo, percebe-se
nitidamente o quanto essas estruturas significam como propriedade temporária do
filho e não da mãe, uma vez que, após o parto, os anexos rejeitados pelo filho
eliminados pela mãe.
Os principais anexos embrionários são:
Âmnio ou bolsa amniótica
Alantóide
Córion
Placenta
Cordão umbilical
Decídua
Os anfíbios nem ela possuem. O âmnio, o
alantóide e o córion, além de vesícula vitelina, já aparecem em répteis, aves e
mamíferos. Os mamíferos formam todos os anexos embrionários, inclusive a
placenta, decídua e o cordão umbilical.
Vesícula vitelina
Tem origem, em parte, no endoderma. A sua
função é armazenar substâncias nutritivas (vitelo) para o embrião durante o seu
desenvolvimento. Mas, nos mamíferos, isso não é necessário e, por isso, ela se
atrofia gradativamente, até o quase completo desaparecimento. Na época do
parto, ela está, juntamente com o alantóide, reduzida a vestígios na estrutura
do cordão umbilical.
Convém ressaltar, no entanto, que, durante
as primeiras semanas do desenvolvimento embrionário, esse anexo ainda é
razoavelmente grande para o concepto (em face das minúsculas dimensões deste) e
se apresenta como o primeiro órgão hematopoético (formador de sangue), pois é
ali que vão ser formadas as primeiras hemácias do embrião. Depois, essa função
será delegada ao mesênquima; mais tarde, ao fígado e ao baço. Após o nascimento
do individuo, esta função é desempenhada exclusivamente pela medula óssea
vermelha.
Nos animais ovíparos, que são provenientes
de óvulos telolécitos, a vesícula vitelina é muito grande e presta enorme
serviço ao embrião como reserva nutritiva durante todo o seu desenvolvimento.
Só os anfíbios, dentre todos os vertebrados, não formam esse anexo, embora
conservem uma considerável quantidade de vitelo no interior de células grandes
– os macrômeros -, resultantes da segmentação total e desigual do seu zigoto.
Âmnio ou bolsa amniótica
É uma estrutura membranosa de origem
ectodérmica, em forma de grande bolsa, que envolve todo o concepto. Essa bolsa
acumula gradativamente um líquido claro chamado líquido amniótico, no qual fica
mergulhado o embrião. É um anexo de proteção que impede não só a infecção do
organismo em formação por micróbios provenientes do meio externo, como atenua
qualquer traumatismo que, atingindo o ventre materno, pudesse alcançar o
embrião.
No mecanismo da evolução das espécies, o
âmnio veio desempenhar papel decisivo para a libertação dos vertebrados em
relação à água no seu processo de desenvolvimento. Quando os vertebrados
tipicamente terrestres (répteis e aves), seus embriões já se desenvolviam no
interior de uma bolsa cheia de liquido, eu lhes dava (dentro do ovo) a mesma
condição que tinham os embriões de espécies menos desenvolvidas no meio
aquático. Eles ficavam, assim, mergulhado em líquidos, não correndo risco de
desidratação.
Nos mamíferos, o embrião não se forma
dentro de um ovo com casaca, mas no interior do ventre materno. Ainda assim, o
âmnio, com o seu líquido, confere-lhe um ambiente de certa forma semelhante ao
dos seus primitivos precursores na história da Evolução.
Os animais que desenvolvem o âmnio durante
a sua embrigênese denominam-se amniotas. Compreendem répteis, aves e mamíferos.
Os que não o formam são chamados anamniotas.
Nos mamíferos, o âmnio se rasga, na ocasião
do parto, permitindo a passagem do feto através de si e dos outros anexos
embrionários, com os quais é também eliminado.
Alantóide
A partir de endoderma, um grupo de células
começa a proliferar, formando uma pequena bolsa que cresce gradualmente e vai
se insinuando entre as células do pedúnculo embrionário.
Isso quer dizer que a minúscula bolsa
formada vai se acomodando na estrutura que originará o cordão umbilical. Nas
espécies ovíparas (répteis e aves), nas quais não há cordão umbilical nem
placenta, essa vesícula cresce bastante até alcançar a casca do ovo. Ela passa,
então, a executar para esses animais importantes funções:
a. Função respiratória.
É através do alantóide que ocorrem as
trocas gasosas (02 e CO2) entre o embrião e o meio. Se você impermeabilizar um
ovo de galinha cobrindo-o com um verniz, nele não ocorrerá, de forma alguma, o
desenvolvimento de um embrião. Por que?
b. Função excretora
No saco alantoidiano dos embriões de
répteis e aves são descarregados os produtos da excreção nitrogenada,
representados notadamente pelo ácido úrico, substância esbranquiçada e pouco
solúvel em água, menos tóxica que a amônia (dos peixes) e a uréia (dos
mamíferos). Durante a permanência do embrião dentro do ovo com casca, o ácido
úrico se mantém confinado dentro do alantóide.
c. Transporte de cálcio
Através da alantóide, uma certa quantidade
de cálcio é retirada da casca do ovo e transportada até o embrião, sendo
utilizada na formação dos ossos.
Nos répteis e aves (animais ovíparos) o
alantóide é bem desenvolvido e desempenha um papel muito parecido com o da
placenta durante a sua formação embrionária, não precisam do alantóide, o qual,
por isso mesmo, neles se apresenta pouco desenvolvimento.
Peixes e anfíbios são animais
analantidianos, isto é, que não possuem alantóide durante a formação
embrionária. Répteis, aves e mamíferos já são alantoidianos.
Placenta
É um corpo discóide, achatado, que possui
uma face lustrosa, voltada para a feto e recoberta por membranas. Nesta face se
localizam grossos vasos sangüíneos. A placenta possui ainda outra face,
esponjosa, implantada na parede uterina. Nesta face, estão as vilosidades
coriais, cujos vasos (pertencentes à circulação fetal) estão em íntima
vizinhança com os vasos uterinos (pertencentes à circulação materna). A
circulação sangüínea da mãe não se mistura com a circulação sangüínea do filho.
Mãe e filho trocam substâncias ao nível da placenta, mas os elementos figurados
do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas) não são trocados. Cada um circula
no seu continente. A placenta tem origem trofoblástica e surge a partir do
córion frondoso.
a. Trocas gasosas e metabólicas na relação
feto-materna
As substâncias nutritivas, como glicose,
aminoácidos, lipídios, vitaminas e sais, existentes no sangue da mãe atravessam
a barreira placentária e alcançam a circulação fetal, enquanto, em sentido
contrário, passam os excretas, como a uréia e outros produtos de metabolismo do
feto, que são vertidos na circulação materna. Também os gases, como oxigênio e
dióxido de carbono, sofrem essa permuta, em função das diferentes de pressões
parciais entre o sangue da mãe e o sangue do filho.
b. Imunização fetal
Numerosas moléculas de anticorpos formados
pela mãe, como gamaglobulinas e anticorpos específicos, atravessam a placenta e
passam para o feto, conferido a este último imunidade temporária (por cerca de
seis meses após o nascimento) à maioria das doenças infecciosas imunizantes,
como sarampo, catapora, caxumba, a varíola, difteria etc.
c.Função hormonal
Logo após a nidação do ovo no endométrio, o
corpo-lúteo ou corpo-amarelo, que se forma no ovário após a ovulação, produz
progesterona em dose acentuada, tornando-se volumoso e se estabelecendo como
"corpo-lúteo gravídico". A progesterona por ele produzida e lançada
na circulação provoca no útero um estado de "indiferença" à presença
do concepto, que, na verdade, não passa de um corpo estranho para nele. No
entanto, a partir do quatro mês, a placenta assume integralmente essa função,
produzindo a progesterona e também certa quantidade de estrogênios. Assim, ela
mantém o útero na condição de "indiferença" ao feto. Ao fim da
gravidez, a placenta envelhecida diminui a sua produção hormonal. Essa queda de
produção restitui ao útero a sua capacidade de contração e rejeição do corpo
estranho. O útero passa a contarir-se, visando a expulsão do feto e de seus
anexos. Inicia-se o período de trabalhar de parto.
A placenta representou na evolução das
espécies, uma contribuição da Natureza aos mamíferos, permitindo-lhes
desenvolver suas crias embrionariamente dentro do ventre materno, com maior
segurança. Isso evita o ataque predador aos ovos (o que ocorre com os animais
ovíparos), que limita muito o número de descendentes viáveis. Assim, os
mamíferos podem ter menos descendentes, porém com uma viabilidade maior destes.
Cordão umbilical
É proveniente do pedúnculo embrionário.
Atua como estrutura de comunicação entre o embrião e a placenta. Longo, mais ou
menos cilíndrico, encerra três grossos vasos: uma veia e duas artérias, embora
nas artérias corra sangue venoso (com dióxido de carbono) e na veia corra
sangue oxigenado.
A estrutura do cordão é preenchida por um
tecido conjuntivo gelatinoso conhecido como gelatina de Wharton.
Decídua
É uma membrana delgada, indistinta do
córion liso e do âmnio (as três juntas delimitam a bolsa amniótica). Origina-se
a partir da camada de endométrio (mucosa uterina) que ficou recobrindo o ovo
após a nidação deste. A decídua tem, também função protetora.
Quando o blascotocisto chega ao útero,
penetra na mucosa uterina, incrustando-se nela à custa de enzimas proteolíticas
eliminadas pelo trofoblasto. Essa mucosa – o endométrio – cicatriza em seguida,
recobrindo o ovo. Esse fenômeno é chamado de "nidação do ovo". A
camada de mucosa que reveste o ovo continuará cobrindo todo o concepto durante
a gestação inteira. E não só a ele, mas aos demais anexos embrionários. Essa
final camada de mucosa que se apresenta como uma delgada membrana, grudada à
face externa do âmnio, é a decídua. Praticamente é inseparável no âmnio, e com
ele será eliminada, após o parto. Tem, obviamente função de proteção.
BIBLIOGRAFIA
Soares, José Luiz Fundamentos de Biologia: a célula, os tecidos embrionários, Volume I – José Luiz Soares – São Paulo: Scipione 1998. MARCADANTE, Clarinda Coleção base: Biologia – Volume Único / Clarinda Marcadante, José Arnaldo Favareto – 1. ed – São Paulo: Moderna, 1999. SOARES, José Luiz Biologia: Volume único – José Luiz Soares – São Paulo: Scipione, 1997
Soares, José Luiz Fundamentos de Biologia: a célula, os tecidos embrionários, Volume I – José Luiz Soares – São Paulo: Scipione 1998. MARCADANTE, Clarinda Coleção base: Biologia – Volume Único / Clarinda Marcadante, José Arnaldo Favareto – 1. ed – São Paulo: Moderna, 1999. SOARES, José Luiz Biologia: Volume único – José Luiz Soares – São Paulo: Scipione, 1997
A FORMAÇÃO DO
EMBRIÃO
A SEGMENTAÇÃO DO OVO
Após a fecundação, a célula-ovo ou zigoto
entra logo em segmentação ou clivagem e começa a formar os blastômeros (células
embrionárias indiferenciadas). Inicialmente, eles são 2. Logo a seguir
4,8,16,31,64 etc. até formar um maciço celular, que por sua semelhança com a
amora recebeu o nome de latino de mórula.
A segmentação da célula-ovo apresenta
algumas variações, de acordo com o tipo de óvulo do qual se originou o zigoto.
Segmentação total igual
É observada em zigotos oriundos de óvulos
alécitos e metalécitos. A célula se segmenta integralmente em 2 blastômeros
iguais. Logo, esses se dividem também segundo um plano de clivagem
perpendicular ao primeiro. Surgem 4 blastômeros. Uma clivagem num plano
meridiano os divide em 8. Daí por diante, as clivagens ocorrem sem planos
organizados, até o aparecimento da mórula. Todos os blastômeros dessa mórula
são iguais.
Uma observação interessante: à proporção
que os blastômeros se multipliquem, ficam cada vez menores, porque as mitoses
se sucedem sem que haja tempo para o aumento de volume das células. Como
conseqüência, a mórula tem um volume aproximadamente igual ao do zigoto que lhe
deu origem.
Segmentação total desigual
É observada em zigotos decorrentes de
óvulos heterolécitos. Como, nesses o vitelo se encontra misturado com o plasma
germinativo (citoplasma) apenas no pólo vegetativo, ocorre que, nas duas
primeiras clivagens, todos os blastômeros possuem um pouco de vitelo. Mas, da
clivagem meridiana (transversal), resultam e blastômeros com vitelo (num
hemisfério) e blastômeros com vitelo (no outro hemisfério). Considerando que a
presença do vitelo prolonga o tempo de duração das mitoses, os bastômeros sem
vitelo reproduzem-se mais depressa do que os que o possuem. O resultadi é uma
mórula desigual, contendo um grande número de micrômeros (blastômeros pequenos)
num pólo e um pequeno número de macrômeros (blastômeros grandes) no restante
dela.
Segmentação parcial discoidal
É o tipo de clivagem que ocorre com zigotos
provenientes de óvulos telolécitos (aves e répteis). O vitelo, quando puro, não
sofre segmentação. Então, neste tipo de zigoto, em que o vitelo ocupa quase
toda a célula, a segmentação é parcial, pois só ocorre na cicatrícula. E,
assim, surge uma mórula achatada, discoidal, na superfície da grande massa
vitelina, representada pela gema do ovo.
Segmentação parcial superficial
Pode ser observada com zigotos provenientes
de óvulos centroléctios, como o das moscas, por exemplo. Neste óvulos, o vitelo
se localiza no centro, ficando o citoplasma em sua maior parte situado na
periferia. A segmentação, então, ocorre nas porções que envolvem o vitelo. É
bom lembrar que o núcleo é circundado por uma pequena quantidade de citoplasma
e também fica no centro da célula. Assim, quando o núcleo se segmenta várias
vezes seguidas, os novos núcleos vão para a periferia e comandam a segmentação
do citoplasma que ali se encontra. A conseqüência final é que surge um corpo
multicelular cujas células estão na periferia, envolvendo a massa vitelina.
BLÁSTULA E DA GÁSTRULA
A formação da gástrula apresenta a partir
da blástula apresenta notável diferença conforme seja estudada num animal
inferior (o anfioxo, por exemplo) ou no homem. O anfioxo é um pequenino animal
marinho, com aspecto parecido com o de um peixe. Durante sua formação
embrionária, a blástula começa a sofrer invaginação num dos pólos. A
invaginação se acentua até que esse pólo encontre o outro. A essa altura, o
corpo multicelular assume o formato de um balão, cuja parede é constituída de
duas camadas, e dotado de uma boca. A boca desse "balão" recebe o
nome de blastóporo. Esta formada a gástrula.
A formação da gástrula pelo processo visto,
é chamada de gastrulação por embolia. E a gástrula com apenas dois folhetos
embrionários (ectoderma e endoderma) é a gástrula didérmica.
Nos mamíferos, ocorre a gastrulação por
epibolia. A blástula (aqui também chamada blastocisto) mostra como uma esfera
formada de uma só chamada de células. Mas num dos pólos dessas blástula
encontramos um grupamento de células voltado para a cavidade blastular que
recebe o nome de embrioblasto. É a partir do embrioblasto que vai originar-se a
gástrula e, por conseguinte, o embrião. A camada de células que delimita toda a
blástula é chamada de trofoblasto. Ao trofoblasto vai competir formar a
placenta.
As células do embrioblasto começam a se organizar, formando duas camadas superpostas: o ectoderma (com células altas) e o endoderma (com células pequenas). As duas camadas juntas constituem o disco embrionário. Quando vistas de cima, revelam contorno circular ou discóide. Acima do disco, fica um pequeno espaço sem células, que é vesícula. Abaixo, surgirá, em breve, outra cavidade, que será a vesícula vitelina.
O recurvamento dos bordos dos disco
embrionário para baixo (como um disco de cera que derretesse sobre uma pequena
esfera) faz com que ele assuma o formato de um balão de paredes duplas. O que
isso lhe sugere? Claro que já é a gástrula didérmica. Repare, então, que a
gástrula, nesse caso formou-se "dentro" do blastocisto ou blástula e
não "a partir"dele, como no caso do anfioxo.
A gástrula didérmica deve evoluir para
gástrula tridérmica. Oara isso, deverá surgir um terceiro folheto embrionário –
o mesoderma -, que se situará entre o ectoderma e o endoderma. A fim de que
isso ocorra, uma região do endoderma, chamada mesentoderma, forma duas
evaginações laterais, que acabam por se transformar em duas bolsas. Essas
bolsas, finalmente, se estrangulam e se desprendem do mesentoderma que lhes deu
origem. O desenvolvimento dessas bolsas levará ao aparecimento dos dois
folhetos mesodérmicos, dos quais um ficará aderido ao ectoderma, com ele
formando o que chamanos de somatopleura, e o outro ficará agrupado ao
endoderma, formando juntamente com ele a esplancnopleura. O espaço interior do
corpo embrionário delimitado pela somatopleura e pela esplancnopleura recebe o
nome de celoma.
Enquanto o mesoderma se forma,
simultaneamente o ectoderma sofre, ao longo do dorso da gástrula, um
aprofundamento em forma de sulco. Os bordos desse sulco se fecham e surge um
canal ou tubo que se desprende do ectoderma que lhe deu origem. Essa formação é
o tubo neural. Ao mesmo tempo em que isso se passa o mesentoderma também sofre
uma evaginação longitudinal, que acaba por dar origem a um cordão que dele se
desprende. Esse cordão longitudinal que se situa entre o tubo neural e o
arquêntero é a notocorda, notocórdio ou cordão dorsal.
NÊURULA
Chama-se de neurulação o processo em que a
placa neural e as pregas neurais são formadas, e o fechamento que forma o tubo
neural. Neste processo, o embrião pode ser chamado de nêurula.
A placa neural desenvolve-se a
partir do ectoderma embrionário
e quem induz este processe é a notocorda. O sistemanervoso então é
derivado de ectoderma da placa neural.
A placa neural origina-se próxima
ao nó primitivo, e se alonga até a membrana orofaríngea e se invagina, formando
o sulco neural com as pregas neurais. Estas pregas fundem-se, originando o tubo neural, que se separa da ectoderme. A
ectoderme superficial irá se diferenciar na epiderme.
A crista neural é formada a partir
das células neuroectodérmicas e se divide em duas partes que originam os
gânglios espinhais e cranianos. As células da crista neural originam os gânglios espinhais e os gânglios
do sistema nervoso autônomo, além de formar a bainha de nervos e meninges do
cérebro.
domingo, 8 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Tratamento de câncer em animais
Cães e gatos também podem ter câncer?
Câncer é um termo que define os tumores malignos. Os cães e gatos estão também propensos a desenvolver este tipo de patologia. Nós, médicos veterinários, estamos constatando que com o passar dos anos a casuística de tumores em geral tem aumentado, isto porque a expectativa de vida das espécies de companhia também tem aumentado.
Quais os tipos de cânceres mais comuns nessas espécies? Dentre todos os tipos de cânceres podemos destacar os carcinomas cutâneos (tumores malignos de pele), comuns tanto nos cães como nos gatos, principalmente nos felinos despigmentados ,isto é, animais que não possuem pigmentação protetora à incidência solar, sendo as áreas sem pêlos da face as mais vulneráveis.
Os sarcomas (tumores malignos originados do tecido muscular, adiposo e ósseo) também apresentam uma incidência relativamente alta, porém, em nossa casuística brasileira, são mais vistos em cães.
Os tumores do tecido hematopoiético, assim como os linfomas e leucemias, também acometem tanto cães como gatos, principalmente gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV).
Os tumores do sistema nervoso são menos frequentes.
Há tratamento para o câncer em animais ou o sacrifício é a única alternativa?
O tratamento dos cânceres pode ser inicialmente dividido em terapêutica curativa e paliativa. Os métodos da terapêutica curativa são a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia.
O tratamento paliativo diz respeito a tratar os sintomas e ou disfunções da patologia base (ex: alívio de dor, correção de alterações metabólicas, remoção de obstruções, etc). O fato de um paciente ser portador de um tumor não passível de cura não, necessariamente, indica que este animal deva ser submetido à eutanásia, desde que o mesmo apresente boa qualidade de vida.
A cirurgia para remoção de um tumor maligno (câncer) pode acabar definitivamente com a doença?
A cirurgia é o método de tratamento que oferece os melhores resultados de cura (exceto nos casos de tumores hematopoiéticos), porém a técnica cirúrgica deve compreender a remoção de margens de segurança (remoção de tecido sadio periférico ao tumor) e, se necessário, exerese dos linfonodos regionais que drenam a área. Infelizmente muitas cirurgias são mutilantes, pois o resultado estético não é o mais importante.
Em que casos usamos a quimioterapia?
A quimioterapia é o tratamento de eleição para os linfomas e leucemias. Também utilizamos a quimioterapia como tratamento adjuvante (auxiliar a outra modalidade terapêutica, principalmente à cirurgia) para os tumores com potencial de metástase, por exemplo: osteossarcoma, hemangiossarcoma, melanoma, etc.
Como é feita a quimioterapia em animais?
Os quimioterápicos são, na sua maioria, medicamentos injetáveis. Algumas poucas drogas podem ser administradas por via oral.Os pacientes submetidos a sessões quimioterápicas recebem, antes e após a droga injetável, um período de fluidoterapia (administração de sôro), isto porque as drogas são muito tóxicas, desta forma não é desejável que haja acúmulo no organismo. O tempo de duração de cada sessão depende do protocolo utilizado (associação de drogas). Alguns protocolos exigem um período de fluidoterapia de maior ou menor duração.
A quimioterapia em cães e gatos causa os mesmos efeitos colaterais que no humano? Os animais, por exemplo, perdem os pêlos?
Os efeitos colaterais vistos nos cães e gatos são menos severos do que os vistos em pacientes humanos. Isto porque, em medicina, a cura é o principal objetivo do tratamento, enquanto que em veterinária, muitas vezes a qualidade de vida do paciente é mais importante do que a cura da doença. Para isso, utilizamos doses menores e protocolos menos agressivos.
Alopecia (queda de pêlos) em pacientes veterinários ocorre de forma localizada, e não generalizada como nos pacientes humanos, sendo que as raças que apresentam crescimento contínuo de pêlos (ex: poodle, cocker) são as mais afetadas.
Os efeitos colaterais inespecíficos da quimioterapia, mais importantes do que a alopecia, são: vômitos, anorexia, diarréia, perda de peso, alterações estas que podem ser controladas com medicação. Os efeitos colaterais considerados específicos dizem respeito à toxicidade de um determinado órgão pelo uso de certas drogas, como por exemplo: cardiotoxicidade consequente da utilização de doxorrubicina, e nefrotoxicidade pelo uso da cisplatina.
Em que casos podemos usar a crioterapia?
A crioterapia é o método pelo qual podemos causar a morte de células neoplásicas por meio de congelamento. Os principais tumores sensíveis a este tratamento são pequenas lesões cutâneas ou localizadas nas mucosas oral ou perianal, como papilomas (tumores cutâneos benignos), carcinomas basocelular e espinocelular, mastocitomas cutâneos (tumores originados de células mastocitárias) ou mesmo lesões remanescentes do tumor venéreo transmissível canino (TVT) após quimioterapia.
É importante salientar que o diagnóstico precoce é o desejado. Por razões óbvias, é muito mais fácil alcançar a cura em casos iniciais. Para isso, é importante que o clínico tenha consciência que os procedimentos de biópsia são importantes, mesmo que trate de pequenos nódulos, aparentemente benignos. As informações provenientes de um laudo histopatológico (biópsia), associadas às informações clínicas, são pontos importantes na determinação da conduta terapêutica, seja ela clínica, cirúrgica ou combinada.
Tratamento de câncer em animais .Dra. Renata Afonso Sobral
médica veterinária - (CRMV SP 8720) .
médica veterinária - (CRMV SP 8720) .
.Disponível em: http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=onco2.htm
Acessado em:04 de abril de 2012
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